Antigos, genuínos e deliciosos produtos de criação portuguesa

Com elas, sem rival

11 Janeiro 2016

João Manuel Lourenço Cima morreu em 1925 mas deixou um dos mais carismáticos estabelecimentos de Lisboa, hoje nas mãos da quarta geração da descendência. Começou por trabalhar n’ A Ginjinha, fundada em 1840 no Largo de São Domingos, sob as ordens do galego Francisco Espinheira. E as coisas pareciam correr menos mal até que, segundo consta, o patrão quis o empregado para marido da sua única filha. A cisma deu lugar à zanga e João Lourenço foi abrir casa própria, umas portas acima, no número sete da Rua das Portas de Santo Antão. Diversificou nos licores, criou a sua própria receita e chamou-lhe, para pôr fim a todas as disputas, “Ginjinha sem Rival”.

Um dos seus clientes mais notáveis era palhaço de profissão. Eduardo de nascimento, italiano ou catalão de origem (isso a lenda já não sabe precisar), mas tornou-se conhecido na Lisboa de outras eras por Eduardino. Um dia, provavelmente depois de já ter bebido uns copos a mais, o célebre freguês lembrou-se de misturar, ali mesmo no mármore do balcão, o licor de ginja com o de anis e outros cheirinhos. A fórmula foi de tal maneira apreciada que depressa se apresentava engarrafada, e rotulada com uma fidedigna ilustração do rosto do criador. Com marca registada desde 1908, ainda hoje nos sorri das prateleiras do interior art deco da baixa lisboeta. E nas d’ A Vida Portuguesa!

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